Esse é um assunto simples, que muita, MAS MUUUUUUITA gente confunde, na hora de contratar um projeto.

projeto

Você precisa saber que existem projetos diferentes para propósitos diferentes… Projetos com linguagens diferentes, com informações diferentes para cada tipo de função que esse projeto deverá desempenhar.

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Um projeto é um documento como qualquer outro, que contém informações importantes.

Ele pode ser como um mapa, para mostrar a direção e facilitar o trajeto de quem for se aventurar na jornada. Mas um mapa pode ser super completo (como um aplicativo) e dizer desde os km do seu percurso e o tempo de duração até onde você encontra postos de gasolina e mac donald’s… Ou pode ser um mapa mais simples, como os impressos em papel, que não te mostram nada disso e ainda desconsideram o estado das estradas, o que pode ser um problema se o seu carro não for 4×4 e não tiver capacidade de vencer aquela estrada de chão inclinada e toda esburacada… No caso da construção civil, o seu carro seria equivalente à qualificação da mão de obra disponível na sua região ou o orçamento de que você dispõe.

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Um projeto pode ser um manual (para ensinar alguém a tirar alguma coisa do papel e colocar no mundo real). No caso da construção civil, um projeto de estrutura metálica vai ensinar ao soldador, por exemplo, o tipo de solda, o tamanho do parafuso, a espessura da chapa metálica e até a localização precisa em que cada um desses elementos deverá ser colocado, pelo montador, soldador, etc. para que todo o sistema funcione e garanta segurança.

Um projeto pode ser como uma receita médica (pra informar o tipo de tratamento e o tempo de tratamento ao paciente). No caso da construção civil, o tempo de tratamento seria a duração da obra e o tipo de tratamento seria o método construtivo: tijolo cerâmico, bloco de concreto, estrutura metálica, madeira, terra, bambu… Essas informações são essenciais para que o construtor possa avaliar a melhor época do ano para iniciar a construção e quantas pessoas ele deverá contratar para concluir a obra no tempo desejado, por exemplo.

Um projeto pode ser, também como uma lista de ingredientes para uma receita (pra informar à pessoa que vai comprar tais ingredientes, quais são os itens a serem comprados e quais as quantidades de cada item). No caso da construção civil, os ingredientes são os materiais de construção! Parece simples quantificar materiais, mas quando começamos a pensar em metros de fio para instalações elétricas, sacos de cimento, areia e brita, é preciso informações essenciais, como a espessura do fio de cobra, o tipo de cimento, o tamanho da brita e o TRAÇO do concreto, para saber a proporção entre areia, brita e cimento, para calcular a quantidade de cada um desses materiais.

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Para todos esses fins, são necessários PROJETOS EXECUTIVOS (projetos destinados à avaliação e leitura dos executores da obra)! Esse tipo de projeto é o único que contém as informações técnicas necessárias para que seja viável a sua execução.

Eles são feitos em linguagem técnica estabelecida pela ABNT (associação brasileira de normas técnicas) através das normas técnicas brasileiras, as NBR, e seguem um padrão de simbologia, nomenclatura e diagramação. Para que essa “linguagem padronizada” facilite a leitura e o entendimento por parte de quem deverá construir o que estiver no papel!

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Mas um projeto pode ser também o equivalente a um contrato. Que registra o comprometimento entre duas partes em seguirem o que foi acordado entre elas. No caso da construção civil, as duas partes podem ser construtor e proprietário, mas também podem ser proprietário e município.

Pois é… não sei se você sabe, mas o município é o verdadeiro DONO do seu terreno. Quando você adquire um terreno, você, na verdade, está pagando pela concessão do uso do solo! O terreno é, na verdade, propriedade da cidade e, por isso, o município pode “desapropriar” qualquer terreno (pagando a indenização ao proprietário desse direito, claro), quando precisar daquela parcela do solo.

Existe uma ferramenta legal que é a FUNÇÃO SOCIAL do terreno, que, sendo muito simplista, determina que o bem dos demais cidadãos está acima do bem de um único indivíduo – no caso, o proprietário do terreno – e é graças a essa ferramenta que é possível planejar melhor as cidades, conforme vão crescendo… transformando terrenos “particulares” em espaços públicos, como praças, ruas, estações de tratamento de esgoto, estacoes rodoviárias, etc.!

E é por isso, também, que o município limita o uso do solo! Todos os PARÂMETROS URBANÍSTICOS (aqueles afastamentos obrigatórios de frente, fundos e lateriais do terreno, a altura máxima da edificação, a area total construída, etc.) servem para limitar as construções e, dessa forma não prejudicar a infraestrutura da cidade e nem as questões ambientais, como chuvas, ventos, fauna e flora silvestre.

Em alguns locais, por exemplo não é permitida a construção de prédios, pois a infraestrutura do local pode não estar preparada para receber a demanda de tantas famílias, como a rede elétrica, a coleta de lixo, transporte público, esgoto e o abastecimento de água!

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E, no caso do município ter o interesse de, futuramente, alargar a rua, ou construir uma ciclovia, ou plantar árvores frondosas, o afastamento frontal e, também, a obrigatoriedade de criação de vagas de estacionamento na frente do terreno, no caso de prédios (que passam a ser da prefeitura depois da obra entregue) podem ser utilizados para esse fim.

É por isso que a prefeitura só PERMITE que você construa qualquer coisa, tendo firmado, com ela, o compromisso de seguir os parâmetros estabelecidos. E esse compromisso é firmado na forma do PROJETO DE PREFEITURA.

Diferentemente do projeto executivo, o projeto de prefeitura não carrega todas essas informações técnicas e simbologias, mas precisa seguir os padrões de diagramação estabelecidos pelo município e, também conter informações essenciais para que os servidores públicos que avaliarão o projeto, tenham condições de assegurar que os parâmetros estejam sendo seguidos e, assim, aprovar o projeto.

Essas informações podem ser area dos cômodos, area total construída, altura da edificação, afastamentos da edificação em relação aos limites do terreno, acessos, como garagens, localização de caixa de correio, hidrômetro, estação de gás e até a paginação do piso da calçada (no caso de municípios que exijam a instalação de piso tátil – para deficientes visuais e cegos – por exemplo).

Cada prefeitura vai exigir um conjunto diferente de informações de acordo com o seu planejamento urbano.

Algumas prefeituras (Niterói, por exemplo) exigem até a localização e o detalhamento de cabines com isolamento acústico para uso de equipamentos que gerem ruído! Isso acontece muito em areas próximas a hospitais, escolas e areas de preservação.

Já percebeu que um projeto de prefeitura não funciona como projeto executivo e vice-versa, né? Inclusive, não é só de projeto executivo de ARQUITETURA, que você precisa, pra sua obra não sair do controle.

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O MÍNIMO necessário pra você estar dentro das normas, pra garantir a sua segurança e da sua familia e pra ECONOMIZAR tanto na construção quanto na manutenção e reparos, pós obra, é desses projetos:

  • projeto de arquitetura – executivo
  • projeto de estruturas
  • projeto de instalações elétricas
  • projeto de instalações hidráulicas e sanitárias (esgoto)
  • projeto de instalações de gás e outros (internet, interfone, etc.)

Então tenha em mente que, quando você for construir, você deverá separar parte do orçamento para esses projetos! E vai por mim, você vai economizar MUITO dinheiro, tempo e dor de cabeça, se investir nisso! A economia gira em torno de 30% do valor total gasto na obra!

Se quiser conhecer um pouco sobre os serviços que um arquiteto pode te oferecer, além do projeto executivo, dá uma olhada aqui:

Espero ter te ajudado! Comenta o que achou desse post e acompanha a Catabila nas redes sociais!

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