E aí, catabiLOVER! Como você está? Espero que esteja bem!! Hoje quero falar com você sobre um raio de um assunto que dá muito pano pra manga… Já perdi a conta de quantas pessoas chegaram aqui na Catabila com um projetinho pronto na mão (de outro profissional) pra me mostrar, dizendo:

“ODIEI!”

“Ficou nada a ver comigo!”

“Não foi nada disso que eu pedi!”

Acontece… (não deveria, mas acontece) e é triste saber que tem pessoas por aí gastando um dinheiro pra pagar profissionais que não ouvem seus clientes. Que priorizam as suas próprias preferências estéticas às do cliente (que é quem realmente vai usar o espaço).

Mais triste ainda é ser a pessoa que já passou por isso ou (talvez seja o seu caso) que MORRE DE MEDO de passar por isso quando contratar um arquiteto!

Pois foi pensando em você que eu decidi escrever esse artigo cheio de dicas, que chegou para te alertar quanto aos mais sutis indícios de que o profissional que você está pensando em contratar não vai te ouvir e vai fazer aquele projeto que vai parar na lata de lixo!

Em primeiro lugar, preciso explicar pra você que existem vários motivos pelos quais um arquiteto deseja sobrepor o seu próprio estilo ou suas preferências estéticas em relação às do cliente: pode ser porque o arquiteto deseja fotografar o seu projeto depois de pronto e está pensando na estética que mais atrai olhares (curtidas)… Pode ser que ele queira utilizar materiais ou soluções específicas que estão em alta (também pensando no engajamento do público)… Pode ser que ele ganhe uma comissão mais alta quando utiliza determinados materiais ou soluções… Se você não sabe do que eu to falando, dá uma olhada na matéria sobre comissões (uma das mais bombadas desse blog!!!) – link abaixo

Você têm sido enganado… – (clique e saiba mais sobre a estratégia antiética utilizada por mais de 90% dos arquitetos, para enriquecerem às custas do cliente)

Dito isso, quero te explicar um ponto muito importante na elaboração de um projeto: Existe um ramo de estudo chamado ERGONOMIA que avalia as medidas adequadas a cada tipo de pessoa, com base, principalmente à sua altura, idade e peso.

Os arquitetos estudam ergonomia e aplicam nos seus projetos, MAAAAAS pensando que um projeto pode durar muitos anos (você pode construir sua casa aos 35 e vendê-la aos 55, por exemplo). Nesse caso, será que o projeto ainda estará adequado?

Pensando também que você pode ter uma família ou (se mora sozinho) se ver em situação de abrigar em sua casa, mãe ou pai idosos ou algum familiar com alguma deficiência ou dificuldade motora, será que esse espaço será adequado a todos que utilizarão os espaços? E se cada um tiver altura, peso e idade diferentes, para quem esse arquiteto vai projetar? Quem será o padrão de ser humano utilizado para definir cada medida dentro do projeto, para que ele seja funcional?

Esse é o indício número 1 para desmascarar um arquiteto intransigente: atenção aos usuários

Se, na hora de entender o projeto, o arquiteto foca parte do seu tempo em entender quem serão esses usuários, isso pode ser um indício de que ele se importará mais com o que é importante para VOCÊ e com o que atende às SUAS necessidades.

Tem mais uma coisinha que eu preciso te contar, antes de prosseguir: NÃO EXISTE ESTILO!! (oi? como assim, Áliqui?! Ficou maluca?) Não fiquei maluca, não… Na verdade, minha trajetória como arquiteta me levou a perceber que absolutamente ninguém se enquadra em um único “estilo” (de arquitetura ou decoração… o que você estiver pensando).

Porque você não deve seguir a cor do ano da Pantone (acesse e descubra)

Em geral (é claro que podem haver exceções) as preferências estéticas das pessoas são um misto de vários estilos e, principalmente de MEMÓRIAS AFETIVAS. Essas memórias são as principais ferramentas que um arquiteto se vale para criar espaços ou edificações que impactam positivamente na vida dos usuários.

Então, se o profissional com quem você está conversando se importa genuinamente com as memórias afetivas dos seus clientes, MUITO PROVAVELMENTE, você verá no portfolio de projetos dele, detalhes bastante personalizados. Detalhes que, às vezes até se sobressaem em relação ao restante do projeto. Esses detalhes são a prova concreta de que ele não faz projeto para o SR. GENÉRICO e sim, para INDIVÍDUOS com histórias e vidas e hobbies e gostos ÚNICOS. E esse foi o indício número 2.

Existe um outro indício que, apesar de parecer claro, pode enganar você: o PORTFOLIO desse profissional. O portfolio é o conjunto de trabalhos que esse arquiteto já elaborou e, quando esse profissional trabalha para um nicho muito específico de clientes, pode ser que seu portfolio não seja muito variado. Projetos muito parecidos, com mesmo estilo.

Isso pode ser um indício de que o profissional impõe o seu estilo aos clientes, mas também pode ser um indício de que ele atinge um público alvo com preferências estéticas muito parecidas…

Não quer dizer que esse profissional não seja capaz de elaborar projetos de estilos diferentes. Para descobrir, busque depoimentos dos clientes. Se os clientes ficaram satisfeitos com o projeto, é provável que eles tenham sido ouvidos e, apesar de não parecer, podem haver em cada um daqueles projetos, pontos personalizados que atendem às suas mais variadas formas de utilizar os espaços.

Você pode se encantar com o atendimento daquele profissional, os princípios dele podem estar perfeitamente alinhados com os seus e você pode querer muito fechar com ele, então vale a pena perguntar para se ele já elaborou projetos de estilos diferentes daqueles que estão no seu portfolio, no seu site ou nas suas redes sociais. E é possível que ele te mandem várias fotos de projetos totalmente diferentes daqueles que ele divulga!

O QUE NINGUÉM TE CONTA SOBRE CONSTRUIR OU REFORMAR SEM ARQUITETO (acesse)

Afinal, apesar de não pensar nas curtidas, na hora de projetar, o arquiteto pensa nas curtidas, na hora de divulgar seu trabalho… Então ele pode não divulgar alguns projetos que não tenham tanta aceitação pelo seu público.

Por último, um indício que nem é tão sutil assim é a forma como esse profissional se posiciona em relação às tendências e o que ele indica para as pessoas que acompanham seu trabalho (em redes sociais, por exemplo). Se esse profissional comunica uma postura de ouvinte e defende que cada projeto é único, há uma grande probabilidade desse profissional não ser do tipo IMPOSITIVO.

Se esse profissional acredita na arquitetura como ferramenta para melhorar a qualidade de vida e não aposta em “fórmulas mágicas” para desenvolver seus trabalhos, você pode estar diante de um bom profissional que vai fazer o seu investimento valer MUITO a pena!

Bem, por hoje, é isso! Espero que você tenha gostado desse conteúdo! Se ficou com alguma dúvida, deixe um comentário e eu terei prazer em responder! Se esse post te ajudou, compartilha com quem precisa saber dessas informações! Não se esqueça de seguir a Catabila nas redes sociais para fazer parte da comunidade!

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