Todo mundo sempre acaba cometendo os mesmos erros quando se trata de construir ou reformar (principalmente quando não recebe assessoria de um profissional da áreas – os arquitetos) e eis aqui os top 5 erros de toda obrinha ou construção:

MATERIAL INADEQUADO PARA SEU USO

Um dos erros mais comuns talvez seja esse e, no topo da lista, estão os pisos e revestimentos. Vinílico, laminado, porcelanato, cerâmico, cimentício, madeira maciça… no teto, na parede, no piso, em areas secas, molhadas, areas internas e externas… São tantas opções de material e tantas aplicações que fica difícil manter o controle sobre todas as características que devem ser observadas na hora de escolher o acabamento.

Muita gente esquece que determinados materiais não são indicados para determinados usos. Eis alguns exemplos de usos inadequados de acabamentos, que encabeçam a lista de erros nas obras:

  • pisos não resistentes a risco para lares com animais domésticos.
  • pisos não resistentes a umidade para lares com animais domésticos ou crianças pequenas.
  • pisos muito lisos para lares com idosos
  • pisos escorregadios para areas molhadas
  • pisos não atérmicos para áreas de piscina
  • materiais não resistentes a raios UV para áreas externas
  • revestimentos muito porosos ou com muita reentrâncias (3D) para a parede da bacia sanitária (privada)
  • materiais porosos não resistentes a manchas de gorduras e ácidos em bancadas de cozinha e varanda gourmet

MODELOS E REVESTIMENTOS DE PISCINA (clique e veja a matéria completa)

Lembrando que esses ão só alguns exemplos de erros de especificação de produtos, porque além desse errinho, ainda há mais 9:

PRODUTOS DE TAMANHO OU FORMATO ERRADO

Seja por questões de ergonomia, de compatibilidade com outros produtos e sistemas ou porque a proporção não é adequada dentro do espaço, a compra de produtos de tamanho errado é um dos erros mais comuns de quem reforma ou constrói sem arquiteto.

De todos, o erro mais comum, nesse quesito é em relação à compatibilização. Um produto que não é compatível com outro com o qual ele precisa trabalhar em conjunto. Quer exemplos? Ái vai:

  • altura de cuba de apoio incompatível com altura de torneira
  • profundidade ou largura de cuba de embutir ou sobrepor incompatível com largura ou profundidade da bancada
  • profundidade de equipamentos (cooktop, forno, lava louças, etc.) incompatíveis com profundidade de bancadas ou da marcenaria

Além da compatibilização, a questão estética também entra em jogo:

  • Pisos e revestimentos muito grande para espaços muito pequenos (e vice-versa)
  • uso de mais de um revestimento com formatos diferentes que não proporcionam encontro de juntas ou que não conversam entre si

É MELHOR CONTRATAR DESIGNER OU ARQUITETO?(clique e veja a matéria completa)

A logística também é uma questão importante, caso você esteja esquecendo dela…

  • produtos grandes demais e que não passam pelos vãos das portas e janelas do espaço
  • produtos que não cabem em elevadores (no caso de apartamentos em andares muito altos)

Sem contar a questão financeira, que é o caso de pisos e revestimentos que, pelo formato ou tamanho, geram muito recorte (que não podem ser aproveitados)…

INFRAESTRUTURA INADEQUADA

Todo mundo esquece dela, porque, afinal de contas, ela fica escondidinha mesmo (e tem que ser assim, para que o projeto fique lindo). Maaaaaaaaas, apesar de escondida, ela precisa existir e precisa estar CORRETA, para o bom funcionamento dos equipamentos e para a segurança dos usuários!

Eis uma lista de erros que insistem em aparecer por obras sem acompanhamento de profissionais legalmente habilitados e capacitados:

  • mal dimensionamento de disjuntores e má distribuição de circuitos (o que gera curto circuito e “queda de luz”)
  • Caminho de eletrodutos na diagonal (existe norma para isso, caso você não saiba, e o correto é que todos os caminhos de “conduítes” se desenvolvam na vertical ou na horizontal)
  • Falta de caixas de passagens nos pontos onde há mudança na direção do eletroduto (a mesma norma diz que precisa haver caixa de passagem toda vez que o eletroduto faz uma “curva” na parede e muda de horizontal para vertical ou vice-versa)
  • ligações de esgoto equivocadas (que causam retorno de dejetos ou mal-cheiro)
  • inclinação errada nos tubos de esgoto (causam entupimento)
  • falta de impermeabilização ou impermeabilização inadequada (causa infiltrações e podem danificar estruturas e até a composição do solo, no caso de casas térreas, possibilitando colapsos, em ambos os casos)

O que nenhum arquiteto te conta: Porque a obra sai mais cara do que o estimado! (clique e veja a matéria completa)

DECISÕES PERIGOSAS

Se você já pensou em reformar, provavelmente já teve vontade de derrubar uma parede, demolir uma viga ou um pilar. Essas são as soluções mais conhecidas como caussa de danos e até fatalidades, mas eis algumas decisões perigosas que muita gente acaba tomando, sem saber o risco que está correndo:

  • furos em vigas e pilares para passagem de instalações (ar condicionado, elétrica, gás e água)
  • rasgos em paredes estruturais (de bloco de concreto)
  • botijão de gás em espaço coberto
  • guarda-corpo de vidro sem vidro de segurança

EQUÍVOCOS FINANCEIROS

Ih, nesse item podemos incluir desde a quantidade e o tipo de material até a logística de entrega dos mesmos, na obra. Deixa eu explicar:

Em se tratando de material bruto de construção (cimento, areia, argamassa, etc.), existem muitas marcas e fornecedores e existem materiais que se diferenciam sutilmente em relação à sua composição, facilidade de aplicação e durabilidade.

E é nesse ponto que muitas pessoas acabam praticando o famoso “barato que sai caro”… Não é raro um material com preços muito baixos, em relação aos concorrentes necessitar de muito mais horas para aplicação ou quantidades muito maiores, para se chegar ao mesmo resultado… Isso quer dizer que o gasto de material será maior e que você precisará pagar mais pela mão de obra.

Aqui vão alguns exemplos de materiais cujos preços mais baixos, nem sempre significam economia na obra:

  • areia: quando tem muitas pedras, na hora de peneirar, há grande desperdício
  • cimento: quando não tem plasticidade (propriedade responsável pela famosa “liga” ou trabalhabilidade) exige aditivos ou maiores quantidades na proporção areia/cimento, quando usado para chapiscos, emboços e rebocos
  • massa (acrílica ou corrida): dependendo da sua composição, podem retrair mais, depois da secagem, precisando de mais demãos e mais tempo dedicado ao trabalho de lixação. Quando são muito porosas, absorvem seladoras e tintas, necessitando de mais material para acabamento
  • tintas: quando são mais “aguadas” ou mancham mais, precisam de mais demãos para o resultado ficar satisfatório
  • acabamentos metálicos: dependendo da composição da liga metálica ou da técnica de pintura, podem descascar, manchar ou oxidar, em pouco tempo

Existem muitos outros erros que podem ser cometidos por quem encara uma reforma ou construção, mas jamais deixe isso te desanimar e lembre-se: contratar um arquiteto, em média, gera uma economia de 30% no valor total gasto!

Espero que você tenha gostado desse conteúdo! Se ficou com alguma dúvida, deixe um comentário e eu terei prazer em responder! Se gostou desse post, compartilha com quem precisa saber dessas informações! Não se esqueça de seguir a Catabila nas redes sociais para fazer parte da comunidade!

Um comentário em “5 ERROS QUE TODO MUNDO COMETE AO CONSTRUIR OU REFORMAR

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