Segundo o instituto de pesquisa DATAFOLHA, mais da metade da população brasileira já construiu ou reformou e apenas 15% dessas pessoas contaram com ajuda profissional para o planejamento.

Esse é um dado alarmante, tendo em vista que, em média, os serviços profissionais de arquitetos não chegam a custar 15% do valor total gasto na obra. Ainda mais se pensarmos que uma das principais funções desses profissionais é ajudar o proprietário a economizar recursos, além, é claro, de tomar decisões estética e tecnicamente adequadas, que aumentem a vida útil e melhorem a funcionalidade dos espaços.

Os principais motivos pelos quais as pessoas optam por (quando não são obrigadas a) refazer serviços e gastar mais em material são:

  • Soluções inadequadas e arrependimento – Na tentativa de solucionar um problema ou melhorar um aspecto da construção, nem sempre a primeira solução pensada é a mais satisfatória)
  • Mão de obra sem qualificação – Prestadores de serviço amadores que não têm treinamento e, portanto, não sabem trabalhar com certos materiais, acabam danificando produtos, desperdiçando material e entregando um serviço sem qualidade.
  • Atraso na obra – O surgimento de imprevistos requer que o proprietário encontre soluções, muitas vezes difíceis de encontrar, exigindo que a obra pare e que os prestadores de serviço fiquem ociosos.
  • Falta de planejamento – Sem saber as quantidades ideais de cada material, os prestadores de serviço solicitam material a mais, havendo desperdício, ou material a menos, exigindo o pagamento de mais fretes.

Você já construiu ou reformou? Se sim, você contou com um profissional para planejar a sua obra? Se não, você sabia que pode e DEVE fazer isso?

Para economizar na reforma, é preciso, em primeiro lugar, PLANEJAR-SE!

Definir um teto de gastos é o ponto de partida. É com esse número em mente que cada decisão será tomada antes, durante e depois da obra.

O segundo passo é ter um plano de reforma ou um plano para a construção. O nome disso é PROJETO! Um projeto elaborado por um profissional (arquiteto) vai alinhar as soluções adotadas ao orçamento. Definir onde deve ser empregado mais recursos e onde pode-se economizar sem perder qualidade!

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Além disso, é através do projeto que são detectados previamente, impedimentos técnicos, patologias e problemas na infraestrutura que poderão consumir parte do orçamento e inviabilizar determinadas soluções.

Dessa forma, evita-se o retrabalho, o desperdício de material e evita-se atrasos na obra. Outro fator que também contribui para que esses problemas não aconteçam é a VISUALIZAÇÃO PRÉVIA DO RESULTADO FINAL.

A principal diferença entre uma obra dentro do orçamento e uma obra mais cara que o esperado é a certeza sobre as soluções adotadas. Por isso é tão importante que, na fase de projeto, você seja capaz de entender cada solução proposta pelo arquiteto, para que você tenha condições de aprová-las ou, caso contrário, de solicitar alterações no projeto.

Existem muitas tecnologias que possibilitam a criação de imagens de projetos muito fiéis à realidade. Isso é essencial para que não hajam mal entendidos, necessitando de alterações de última hora, durante a execução.

UMA DAS TECNOLOGIAS ADOTADAS PARA QUE O CLIENTE CONSIGA VISUALIZAR COM PRECISÃO CADA DETALHE DO SEU PROJETO ANTES DO INÍCIO DA OBRA É A REALIDADE VIRTUAL.

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O terceiro passo para o planejamento ideal é o orçamento, atrelado ao cronograma. Feitos também por profissionais, um orçamento vai prever, além dos custos com material e mão de obra, gastos com logística, transporte de materiais, descarte de resíduos, equipamento de segurança individual (EPI), aluguel de equipamentos, etc. (custos com os quais você provavelmente não contava). O cronograma vai permitir que você agende as entregas de material para os dias certos, evitando materiais acumulados na obra, se deteriorando devido à exposição às intempéries e evitando falta de material e trabalhadores ociosos.

Sem contar que, sabendo com precisão, a quantidade dos materiais, poderá economizar com frete, já que a quantidade comprada será suficiente para a conclusão do serviço, sem que haja a necessidade de novas compras!

Isso é muito importante pra que você não precise visitar a obra várias vezes ao dia para comprar material, economizando tempo e dinheiro com o seu deslocamento. E você não será obrigado a deixar crédito (a famosa “caixinha”) na loja de construções mais próxima da obra (que nem sempre é a mais barata) para o prestador de serviço comprar itens de última hora.

O quarto ponto é a mão de obra especializada. Pra que você não tenha gastos com desperdício de material, é preciso contratar profissionais que estejam habituados a trabalhar com os materiais, equipamentos e demais produtos que você irá adquirir.

Além disso, um PROFISSIONAL QUALIFICADO irá preservar o trabalho que outro prestador tiver concluído, principalmente se ambos fizerem parte da mesma equipe (uma empreiteira, por exemplo).

Muitas vezes, um serviço só pode iniciar depois da conclusão de outros serviços. O que geralmente acontece é que o trabalhador que conclui o primeiro serviço é obrigado a voltar para reparar os danos que o profissional seguinte causou, enquanto fazia seu trabalho.

Um outro custo, que geralmente ninguém contabiliza, é o custo com acidentes de trabalho. Um prego no pé, um tombo ou um material que caia sobre algum prestador de serviço é motivo suficiente para que o proprietário da obra seja responsabilizado judicialmente e seja obrigado a pagar valor indenizatório. Em uma situação menos drástica, o proprietário, que já pagou por determinado serviço, se vê obrigado a contratar um novo profissional (e pagar novamente) para substituir aquele funcionário que se acidentou.

Outro custo que não é tão claro para a maioria das pessoas é o custo com multas e propinas referentes às fiscalizações por parte dos conselhos profissionais de arquitetura (CAU), de engenharia (CREA) e do ministério do trabalho.

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU-BR) tem o direito de fiscalizar QUALQUER OBRA, havendo ou não denúncia de irregularidades. E, caso o fiscal perceba uso inadequado de equipamentos, soluções que não estejam dentro da norma, documentação irregular, etc., ele poderá multar o proprietário e embargar a obra. Portanto, cabe ao proprietário da obra certificar-se de oferecer condições de trabalho adequadas ou contratar profissionais, como arquitetos e engenheiros, para que o façam.

Pronto! Agora você já sabe com quais aspectos da sua obra você precisa se preocupar!

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Um comentário em “O que nenhum arquiteto te conta: Porque a obra sai mais cara do que o estimado!

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